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O que me resta agora
é assim como a areia,
que não passou
na ampulheta do tempo...
Meu tempo é um tempo silencioso,
(como se fosse o tempo dentro do tempo...)
Não é um tempo certo,
como o tempo dos relógios
com seus mecanismos e engrenagens,
que soaram muitos alarmes,
tocaram tantas campainhas
fizeram uníssono com os sinos,
com as rezas e as ladainhas,
tocaram tantas badaladas
e me acordaram, debalde,
em tantas madrugadas!

Mauro Mendes

©2011

Disponível para download em arquivos, poesias em áudio.

 

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A obra Constatação foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.


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