pretendo traduzir teu labirinto em corpo.
é escasso meu dever de ser feliz.
quando pulso à noite, me desvio
da tua solidão, pânico puro.

purgar a vida, traduzi-la toda,
meu desígnio por ti se escasseia.
cabe mais, o utópico do mundo
retraduzir teu mundo em minha veia.

se teu hálito de todo se evapora
por quando ser meu corpo se sustenta
plural o olho da vida se enamora
a cada instante da morte que inventa

ser quanto ser, pedra cortada, tida
meu recato brumoso, estardalhaço,
de tudo que lavrei me sobra a vida!



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