Por amor, sou aio e amo

De quem amo, e persigo,

Me abomino na lama,

Enfrento qualquer perigo.

Se amo mesmo quem amo

Sou meu próprio inimigo.

Pois matei o que morreu

Em mim ao me dar sem dó

À mó que moeu meu eu.

Só pode amar quem moeu

Seu eu na amorosa mó

E desse pó renasceu.      



(Poema extraído da prova de vestibular da UFES e também constante do pré-simulado da UFMG)
 

 

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