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Mãos que ao meu rosto tocaram
como dantes nunca fora tocado.

Mãos  que fazem, ao acarinhar,
Do absoluto silêncio um linguajar.

Mãos, de suave e indelével tatear,
Que me sabem palmear e despertar.

Mãos afoitas, mãos insinuosas
Que se fazem libidinosas...

Mãos que se sabem e  traduzem-se!
E te deixaram para o sempre marcado.

Mãos cuja marca indelével ostento e carrego.
Às tuas mãos me entrego...

 

RosanyCosta
©2011

 

Licença Creative Commons
A obra Às tuas mãos. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.


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