Alma fugidia
Torpe ilusão
de um distante amanhã.
Crente alma fugidia
embriagada por saudade vã.
Tola, jaz bêbeda de alegria,
não percebe que definha.
Tênue e lânguida lembrança,
embora incrustada
feito nome em lápide,
foto emoldurada e datada
e, em certas situações
lembrada e reverenciada...
Quanto muito, é o perfume
da saudade de outros tempos
em que o orvalho era lágrima de alegria,
em que as flores beijavam as manhãs
que iniciavam com o teu bom dia!
Rosany Costa
©2011

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