Porta-retratos
Há sinais em toda a parte...
Não há razão que sufoque
A ternura que insidiosa aflora
E delicadamente permeia
Reavivando o velho e mágico enleio.
Do sentir não há aparte!
As vozes mudam o tom,
As palavras, mesmo que comedidas,
Ganham diversa conotação,
Entoam uma canção...
O carinho, quase palpável,
É do amor uma declaração.
Enfim, faz-se bela esta fotografia
Do que encerrastes com racionalidade
Num porta-retratos qualquer
E jaz, jogado n’algum neurônio
Da tua racional comodidade.
Rosany Costa
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