A lua e eu
Ao manto negro da noite
o clarão da lua invade,
tal qual estupro.
Em mim tua ausência
feito açoite!
Carência,
Saudade!
Adivinho-te cheia,
(segredas-me solidária!)
no corpo que se incendeia.
No céu a lua vadia,
solitária.
Na terra a mulher abrasa...
Profana agonia!
Tal qual lua encontro-me...
Dispo-me. Mostro-me.
Face oculta, nua!
Assumo!
Quero-te de toda maneira e jeito,
Da minha fase és sujeito.
Deténs a essência,
a fôrma e a forma,
o molde e a moldura,
a ciência e a eficiência...
Por ti minguo, desapareço...
Cresço!
Em ti sou cheia, plena...
Pura resplandecência!
To de fase!
To de lua!
Insana, nua...
Mais que nunca toda tua!
(Plenytude)
©2002

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