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E porque eu te esperava,
Porque te invoquei assim,
Vieste, enfim, a mim.
E das horas solitárias
Havia chegado o fim.

Fez-se colorido o desbotado
E minha habitante descrença ficou no passado.
Fiz-me criança, enfeitei-me e, crente e bela
À te esperar, tornei-me moçoila a janela...
Sonhava desperta e portava um fogo e uma sede de vida!

Devaneava embalada por canções e poemas
Liberta, caminhos desbravava de maneira destemida...
Volitava e cria ter descoberto a magia que ungia
E fortificava e, tal qual benção amante,    protegia
Aqueles que ousavam amar e viver intensamente...

Cri nesta magia ingênua e piamente!
Não percebi que ela, antes e a princípio, tão somente existia
Em mim, acalentada silenciosa e ardorosamente.
E que apenas despertara e ecoara. Respondera...
Na real proporção, milagrosamente, a magia acontecera.

Rosany Costa
(Plenytude)
©2008

 

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This obra by http://www.rosanycosta.com.br/poesias/225-maga-de-mim.html is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.


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