AddThis

Oh Deus! TU que és puro amor!
Se frutos somos, deste Teu amor!
Se todo amor enaltece, dignifica...
Porque me assola tamanho estupor?
Ter de assistir o arrefecimento,
A agonia do amor
com marasmo... langor...
Confiei que fizeras o céu para que almas volitassem
Enlevadas na sublimação do amor...
A despeito de tudo, neste instante, se encontrassem!
Cri que todo amor é profícuo
Conquanto desperta em nós a criança,
A boa fé, a esperança,
Reaviva a pureza da alma...
Reluz e a Ti conduz!


Deus meu, Pai de misericórdia!
Dai-me nesta hora Teu colo, Teu afago...
Sinta eu, que envolta estou numa nuvem
De puro acalanto...embalada! A ser cuidada
Ao atravessar esta momentânea turbulência...
Não permitas, oh Pai, que eu caia na descrença!
Que esmoreça, abdique do ato da entrega total
E me guarde com orgulho, feito fotografia em mural...



Rogo-Te Senhor!
Preenche-me da Tua ternura,
Para que eu acate e compreenda
Os desígnios humanos, terrestres.
Adversos e incontestes...
Não permitas que neste langor
Macule eu, o sublime amor
Que me foi dado a conhecer.
Segura minha mão nesta travessia!
Ainda sou a criança Tua...
Guia-me pelos céus desta vida
Transitória, de forma pura e nua!

 

Creative Commons License
This obra by http://www.rosanycosta.com.br/poesias/198-acalanto-.html is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.


AddThis