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Considerando que sofremos influências do em torno, estaríamos sujeitos a manipulações? Somos manipuláveis?
Desculpem. Manobráveis...
Outra vez, desculpem. Aí estaria afirmando que somos marionetes. Não creio.

Quem possui valores próprios, se percebe, se vigia, mantêm individualidade e dificilmente pertencerá a alguma massa de manobra. Claro que para uma boa convivência, às vezes por analogia mesmo,  faz-se necessário ceder, conceder, em nome da coesão e porque é o melhor para todos. O que me parece é que  as cabeças, ditas pensantes, estão cada vez mais, mais e mais omissas. Como objetar se, esta atitude pode angariar mal querenças, levar-nos ao exílio do grupo?

Não sei bem em que momento, repentinamente descobrimos que, muitos de nós passamos a existir porque representamos algo para o grupo. Uns,  quando líderes, perdem a noção do consenso e passam a exercer a tiraria numa cruzada de auto-afirmação. Outros, tornam-se omissos com receio  de que ao emitirem sua verdadeira opinião sejam vistos como “criadores de caso” ou até mesmo, percam algumas  regalias convenientes na ou da "corte". Também não sei ao certo quando debater, discutir, passou a ser brigar ao invés de ser o que é, uma troca de pensares, colocação de opiniões. Quando, querer saber mais sobre dados e fatos para formar uma opinião virou tomar satisfações e questionar posturas. Quando discordar ganhou a proporção de mera resistência?...

Resistência a que? A quem? A algum poder? De quem?
Ler cansa. Debater é jogar saliva fora. E por aí vai...

Quando perdemos o significado de indivíduo? Quando deixamos de formar indivíduos?
Ah, isso, penso ter deduzido. Deve ter acontecido quando pensar passou a cansar... ainda mais sobre assuntos catalogados como não sendo de minha alçada ou interesse. Depois,  fomos agraciados com a cultura do ter. Ter por ter, ter para ser. Ter para ostentar,ter para parecer ser. Ser, pra quê?

“Exercício físico faz bem!” . “Atividade física mantém a saúde!”. Apregoam todos.  É unanimidade!
Vamos malhar! Melhora a saúde, o físico e a imagem! Não foi erro não. É imagem mesmo, embora falem aparência, aspecto físico. Quem de vocês não conhece alguém que malha pra ter vida social, companhia, ou sentir-se incluído?

Alguém lembra de exercitar a massa encefálica? Cuidar de aumentar neurônios?  Manter a conexão entre eles ativa? Ou cuidam somente de melhorar a oxigenação e a irrigação sanguínea?

Esperar que construam relações verdadeiras é demais. Cansa muito! Então fica combinado: fico quieto, escuto, concordo e não me estresso! E, continuo  uma pessoa bem quista, bem vista. Aclamada por todos como sábia...

Se pensar, melhor esquecer...
Omissão virou bônus de respeito?  O omisso respeita a quem?

Saibam todos, prefiro uma velhice a moda antiga, lúcida e com vida inteligente antes e acima de tudo.
Afinal, ou ao final,  o espelho não manterá diálogos comigo. Monólogos, quem sabe.

 

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