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To cansada de tanta verborragia. Falácias...
Chega de mitomaníacos!
Afinal, amizade é relação ou repositória de  relatório de feitos?
Onde ficou aquela velha conversa , a boa e sadia explanação  a espera da sempre bem-vinda apreciação?
Reparem que falei apreciação. Não concordâncias puras e simples, seguidas de elogios.
Aplausos?!
Ando farta das contundentes apresentações públicas!
To cansada das condutas esperadas, ditas e tidas como corretas socialmente. Prefiro as reações espontâneas às afetadas e frívolas.
Assisto um desfile que mais se assemelha a autopropaganda.  Autodivulgação.
Até os ditos e até então, tidos como amigos, não telefonam, não visitam, fazem contato. Não mais conversam sobre como vai a vida, não emitem opinião sobre  uma determinada questão. São politicamente corretos, extremamente éticos e profundamente comprometidos com a isenção.
Ah, pra fazer um favorzinho, às vezes, ainda pedem sim!

Tudo que me chega aos ouvidos, enquanto meus olhos  tentam não mostrar meu espanto e minha boca tenta não se contorcer, e eu desesperadamente refreio o desejo de explodir numa gargalhada, diante do fato tão hilário, é uma torrente de auto-elogios. É um tal e tanto de, eu isso, eu aquilo...
Estou diante de um fenômeno! Nossa que glória! Quanta honra! Euzinha, uma simples mortal.

Ta certo que é ano de eleição. Mas, meu amigo, amigo mesmo já não é um eleito?
Então, não me faça de público e tampouco se julgue em palco, muito menos em palanque!
Me poupe!
Não avoque, que retiro meu aval.
Não me leve como feita e tida, reboque...
Me respeite! Não provoque.
 

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