Passos de Bolero
Por essa lua gorda e feiticeira,
que sobe pela escada do infinito
e queima a noite fria da altaneira
poesia que me esfola o verso aflito,
nunca te esqueças desse amor sem eira,
que beira a tarde a espera do delito
maior que pode a rima que permito,
para queimar-te em juras na fogueira!...
Fogueira da paixão que se me assola
quando o sono se agita em labaredas,
lançando um véu de cinzas nos lençóis...
O teu perfume, a música, a vitrola,
os passos do bolero... As nossas sedas...
Nós brasas nos luares de mil sóis!
Nathan de Castro
©2011
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