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Sou o avesso de teu verso,
a cinderela que caiu dentro da abóbora
Ando sempre na contramão
Sou puro antagonismo

Virei do dia pra noite sem sol, sem lua
A flor em que me vejo morre dia a dia
E o fado que foi tão meu
Agora lembra apenas melancolia

As estrelas então me viram as costas
Ando de mãos com as sombras, fugindo de tudo
O ser belo em mim é tão feio
Escondo-me para não me ver no espelho!

©2010

Disponível para download em arquivos, poesias em áudio.

Licença Creative Commons
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