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Cansei de ter na falta parada assídua.

Mas a falta ainda escolhe assaltar-me quando eu distraída, alheia ao tempo que passou, atenta ao cessar da chuva e à melodia que principia não busco ir além das coisas.

Imagens inoportunas, gastas ainda vêm implorar seu lugar...

Porque alguma vez pactuei com a saudade sua imprescindibilidade à uma certeza de remota alegria.

E eu não sabia que não mais preciso cultuar a falta.

Pois os dias amanhecem iguais, cheios de promessas...

E encontrei caber a mim suprir aquela alegria.

Na marcha lenta que atravesso em minha rotina, desvendando ao acaso o que a vida quer que eu saiba, tento imprimir aos apelos de minha alma a sabedoria latente nas coisas que clamam.

Sou girassol...

 


©2010
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